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Veronica Lawlor

Immersive sketching in a digital format.

Illustrator and Urban Sketcher Veronica Lawlor will present her drawings and final work for the scene, Flying Over the Brooklyn Bridge, part of the “City Explorer” large scale game installation at the NYU Hassenfeld Children’s Hospital in New York City.
Ms. Lawlor will discuss her drawing process, both on-site and in the studio, showing how multiple points of view can come together in the virtual world.

She illustrates the importance and relevance of teaching dimensional drawing, live and on-site, for students studying architecture, graphic design, interior design, illustration, film, or
game design. View scene here: https://vimeo.com/335186295

Flying Over the Brooklyn Bridge was created in Mental Canvas*, a drawing app which “augments traditional drawing as a way to formulate, explore and communicate ideas in 3D…[it] reimagines the sketch, imbuing it with entirely new capabilities, bringing it fully into the computer age.” – www.mentalcanvas.com

ESTE TRABALHO É FINANCIADO POR FUNDOS NACIONAIS ATRAVÉS DA FCT – FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA, I.P., NO ÂMBITO DO PROJETO “UIDB/04042/2020”

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Henrique Costa

Desenho de reconstituição:
Desenho e impressão tridimensional.

Autor principal: Henrique Costa (Universidade de Lisboa Faculdade Belas-Artes,CIEBA) Outros autores: Andreia Tocha (CIEBA)

A presente comunicação denominada Desenho de Reconstituição: Desenho e Impressão tridimensional é baseada num trabalho realizado para uma dissertação do mestrado de Ciências da Conservação, Restauro e produção de Arte Contemporânea de Andreia Tocha.

Como preambulo, faz-se uma referência ao Assassin´s Creed: Unity(2014). Neste jogo foi recreada digitalmente a catedral de Notre Dame, para que o jogador pudesse andar
livremente pela catedral, tanto no interior como exteriormente. Com o incêndio da catedral de Notre Dame de Paris em Abril de 2019, foi necessário arranjar fontes para a sua reconstrução.

Não sendo a única fonte, o referido jogo foi uma das fontes usadas para tal ou seja o jogo que pretende simular e recriar a catedral de Notre Dame, foi usado para a construir de volta. Trata-se de um caso onde o desenho digital preservou a informação, para sua aplicação na reconstrução. O trabalho apresentado apresenta o mesmo princípio, onde o desenho tridimensional de recriação pretende reconstruir algo perdido.

O problema apresentado referia-se a uma estátua que se intitulava “o órfão”(1871), de Simões de Almeida, estátua essa a que faltaria uma mão ou um braço – no início não seria claro este factor pois existem duas cópias da estatua respectivamente com estas partes em falta. Houve um contato com Andreia Tocha, onde foi questionada a possibilidade de produção digital tridimensional.

Primeiramente julgar-se-ia que necessária a reconstrução de um braço, algo difícil de imprimir em três dimensões devido à sua dimensão, daí se ter proposto uma solução onde se usaria directamente uma modelação convencional em gesso, pois apresentaria um resultado eficaz. Mais tarde verificou-se que seria apenas a produção de uma mão, algo que seria perfeitamente fazível em termos de impressão tridimensional, e juntando a este facto, a estátua possuir uma escala inferior a um tamanho natural. Avançou-se então com o projecto, primeiramente a partir de um modelo em três dimensões com respectivas adaptações e consecutivamente a sua impressão tridimensional. Para a sua realização recorreu-se a uma equipa multidisciplinar, contacto com a estátua presente na FBAUL e respectiva fotogrametria.

Nesta equipa integravam-se Andreia Tocha como autora da dissertação, orientada pelo Professor Eduardo Duarte e pela professora Marta Frade, Miguel Matos realizando a fotogrametria, Henrique Costa a partir do desenho e modelação tridimensional virtual, João Rocha e João Costa do FAB Lab da Faculdade de Belas-Artes com a impressão tridimensional.

Finalizados estes passos iniciais, utilizou-se o desenho tridimensional para se proceder à sua realização, com base no modelo produzido em fotogrametria. Apesar de se poder medir o modelo original e o modelo em fotogrametria, a realização da mão foi desafiadora pois a mão que se podia medir apresentava uma posição distinta da que se pretendia realizar, não apresentando a sua vista palmar. Aliado a isto, a mão a ser reconstruída estava apenas disponível a partir de uma única fotografia. Assim toda a reconstituição teria de ser baseada apenas nestes dois factores, principalmente a fotografia bidimensional, apesar do auxílio das medições.

Fez-se um modelo preliminar da mão, para se ter acesso a uma geometria aceitável para posterior modelação, e a partir daí realizou-se um processo de aproximação à fotografia disponível. A escala acabou por ser um dos factores de difícil atribuição, pois não se podia saber exactamente qual seria, e também ouve um problema de integração com a estátua real.

Após diversas tentativas e por aproximação, chegou-se a um resultado satisfatório com a impressão a gesso, sendo a impressão colocada na estátua da FBAUL. Visto existirem duas cópias desta estátua, a produção digital vem facilitar a produção do braço e mão perdidas da estátua presente no Museu de Arte Contemporânea. Foram apresentados os resultados das diversas impressões, tal como uma simulação da estátua com o novo modelo da mão.

ESTE TRABALHO É FINANCIADO POR FUNDOS NACIONAIS ATRAVÉS DA FCT – FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA, I.P., NO ÂMBITO DO PROJETO “UIDB/04042/2020”

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Janeiro 2021

Grandes Formatos :: Large Formats

Sam Winston :: A delicate sight

Mariana D. Santos :: Desenho em grande formato

Paulo Brighenti :: Impulso e controlo

Richard Briggs :: Tape drawings

Lígia Fernandes :: Retratos de família

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Dezembro 2020

General

Joana Patrão :: Como desenhar o mar: a linha enquanto vestígio de um movimento ondulatório

António Jorge Gonçalves :: Desenhos efémeros

Hannah Stahulak :: Getting out of your own way

Mantraste :: Equilíbrios

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Novembro 2020

Geral :: General

Aline Basso :: Im[per]manências…

Sandra Ramos :: Auto-retrato como prática meditativa – olhar e ver

Yen Ha :: Fragmented Moments of Drawing

Matthew Brehm :: Observational Drawing: Creating a Graphic Palimpsest of the Mind

Dilar Pereira :: Desenho com luz e transmutação

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Outubro 2020

Desenho Digital :: Digital Drawing

Henrique Costa :: Desenho de reconstituição: Desenho e impressão tridimensional

Veronica Lawlor :: Immersive Sketching in a Digital Format

James Richards :: Freehand Visions: The Role of Design Sketching in a Digital Age

Anna Chan :: From Nowhere to Nowhere

Hugo Passarinho :: Desenho Habitado

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Julho 2020

Sketchbooks

Manuel San Payo :: Diário Gráfico. Nulla Dies Sine Linea

Fred Lynch :: Drawing from Experience

João Catarino :: Perder o Norte. Uma viagem pelo Desenho

TIA Boon Sim :: Noticing in a Panoramic Sketch

Eduardo Salavisa :: Diário Gráfico. Uma coleção de memórias imperfeitas

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Junho 2020

General

Jennifer Printz :: A Transcript of Attentive Time

Mário Linhares :: no VENTRE do PEIXE

Artur Ramos :: Auto-Retratos e Consolação

Jaro Jakovlev :: 5 minutes is enough… to kill

Dipali Gupta :: Desire Lines and Pages from The Book of Spring

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10 Julho 2020

Eduardo Salavisa

Diário Gráfico. Uma coleção de memórias imperfeitas

Vou falar 5 minutos sobre desenho. Desenho de observação, feito no sítio, no próprio local e, importante, tendo como suporte um caderno. É importante ser um caderno como suporte
porquê?

Porque pressupõe que não estamos a fazer o desenho para mostrar, para comercializar, para o emoldurar. Estamos a fazê-lo para nós próprios e só o mostramos se, e a quem quisermos. Isso faz toda a diferença. Há quem o faça e o mostre nas redes sociais, há quem até os edite em livro. Mas isso é outra história e já vamos falar sobre isso.

Há cadernos de todos os formatos e tamanhos. A4, A5 ou A6. Na horizontal ou não. Eu, os que prefiro e uso mais, são os A6. Por caberem no bolso e poderem ser usados discretamente.
Desde sempre artistas plásticos, viajantes, cientistas, usaram e continuam a usar um caderno para registar notas em qualquer lugar e circunstância. Aliando, muitas vezes, a imagem à escrita. É o caso dos viajantes-exploradores.
(Jakobsson, Andrea, Caderno de Viagens, Estúdio. Rio de janeiro, 2018)

Este caderno foi chamado pelo nosso, meu e de outras gerações antes e depois, mestre Lagoa Henriques, que lhe chamou Diário Gráfico. Honra lhe seja feita. Onde se aliava a escrita, o desenho e o registo diário, quotidiano. Lagoa Henriques admirava muito o arquiteto-escultor- pintor Le Corbusier, que chamava a este caderno: “Caderno de Procura Paciente”. Um exemplo. Cadernos facsimiles de cadernos das suas viagens à Alemanha, Grécia, Turquia e Leste Europeu. Usa o caderno como observação e investigação do que lhe interessa – arquitetura, os clássicos. São viagens de formação.
(Le Corbusier, Les voyages d’Allemagne. Carnets e Voyage d’Orient. Carnets, (Ch.E.Jeanneret). Mondadori
Electa spa. Milão, 2002)

Uma viagem de Fernando Távora, em 1960, de 4 meses, com bolsa da Fundação Gulbenkian, por vários países: EUA, México, Japão, Ásia, Egipto, Grécia.
(Távora, Fernando, Diário de Bordo. Casa da Arquitectura. Porto, 2012)


Como viagem de formação também temos a primeira viagem a Paris de Pablo Picasso.
Focou-se em pessoas.
(Picasso, Carnet de Paris. 1900. Editorial Casariego. Madrid, 1995)

Um projeto pessoal muito interessante é o de Jorge Colombo nos seus primeiros tempos nos EUA. Focou-se nas pessoas e tentou ter um “retrato do novaiorquino tipo” (Projecto
Daillies). Também me atraiu o seu lado do registo do quotidiano, das coisas sem importância, da parte desinteressante das cidades.
(Colombo, Jorge, Fullerton. Bedeteca de Lisboa/CML. Lisboa, 1999)


Também fruto do “não saber o que fazer”, António Jorge Gonçalves começou em Londres o seu projecto “Subway”, desenhar pessoas no metro, que depois prolongou por várias cidadesbno mundo inteiro.
(Gonçalves, António Jorge, Subway Lif. Assírio&Alvim. Lisboa, 2010)

Ou David Hockney que desenhou os arredores da sua casa em Yorkshire. São simples aguarelas.
(Hockney, David, A Yorkshire Sketchbook. Royal Academy of Arts. Londres, 2012)

Ou ainda, o escultor Henry Moore que, num atelier emprestado, onde preparava uma exposição, focou a sua atenção nas ovelhas que via da janela. Encheu um caderno com desenhos fabulosos.
(Moore, Henry, Henry Moore’s Sheep Sketchbook. Thames & Hudson. Londres, 2005)

Apesar deste tipo de desenho ser de observação no sítio, a imaginação também tem o seu lugar. Um exemplo extremo dum caderno com este tipo de desenho é o que Frida Khalo fez durante um período que esteve praticamente acamada. Este caderno foi um verdadeiro interlocutor com as suas preocupações.
(Khalo, Frida, El Diario de Frida Khalo. Un íntimo autorretrato. Editorial Debate S.A. Madrid, 1995)

Um projeto muito curioso, focado num tema, é o de Rolf Schroter, alemão de Berlim, que durante um certo tempo, foi diariamente a um terminal de autocarros desenhar o que se estava a passar. São desenhos rápidos que tentam transparecer o que se passava durante aquele tempo.
(Schroter, Rolf, One hour wait. Pushing your sketching boundaries. Newbury, 2018)

Mas o que este tipo de desenho, desinteressado e, em certa medida, inútil, faz muito bem, é a ligação com a viagem. Podemos mesmo chamar Diário de Viagem. Tempo onde estamos verdadeiramente disponíveis para observar, experimentar e desenhar. Temos tempo e curiosidade. Já vimos as viagens do arquitecto Le Corbusier e de Fernando Távora. Verdadeiras viagens de estudo que lhes serviram de inspiração para toda a vida.

E todos nós conhecemos a viagem de Eugène Delacroix ao Norte de África, que o fez mudar de rumo na sua obra pictórica.(“Delacroix. Viaje a Marruecos. Acuarelas”. Bibliothèque d’Images. Paris, 2000)

Numa viagem bastante mais modesta, mas que mostra a sua disponibilidade, João Catarino fez, numa carrinha “pão de forma” e com o seu cão Buggy, a Estrada Nacional 2.
Estes desenhos foram editados em livro.
(Catarino, João, EN2. Livraria Fernando Machado. Lisboa, 2010)


A partir de desenhos de viagem têm-se feito muitas edições de livros. Gostava aqui de fazer a distinção entre aqueles livros de viagem, que são uma espécie de guias, uma coleção de “postais ilustrados”, de imagens dos sítios mais conhecidos e que os outros gostavam de ver.

E os que são uma espécie de réplica do caderno original (que são os que me interessam) e que são uma coleção de momentos que o autor viveu (serão estes mais pessoais e, por isso, menos comerciais).

Pela minha experiência, já me aconteceu várias situações diferentes. Fazer a viagem sem nenhuma espécie de objetivo a não ser desenhar para mim. Mais tarde surgiu a oportunidade
de editar em livro. Fiz uma seleção e apresento os desenhos integrais e por ordem cronológica. Aconteceu na viagem a Cabo-Verde e à América Latina.
(Salavisa, Eduardo, Diário de Viagem de Cabo-Verde. Quimera. Lisboa, 2011)
(Salavisa, Eduardo. Caderno da América Latina. Edições Afrontamento. Lisboa, 2017)

Outra maneira: Uma encomenda municipal ou da própria editora. No primeiro caso na vila de Caminha.
(Salavisa, Eduardo, Caderno de Caminha. CMCaminha, 2018)

No segundo caso no Porto.
(Salavisa, Eduardo, Caderno do Porto. Edições Afrontamento. Porto, 2019)


A condição que pus foi fazer os desenhos sem nenhum constrangimento e por onde eu
quisesse, sem nenhuma limitação ou obrigatoriedade. Não faço “bilhetes postais”, registo momentos pessoais.
Para mim estes desenhos são isto. São registos do momento que o desenho demora a fazer.

Do tempo que nós demoramos a fazê-lo. O que aconteceu naqueles minutos? Que memória fico a guardar daquele local? Seja uma praia, uma viagem de metro, uma esplanada.

E os desenhos são imperfeitos tais como as memórias. As memórias são construídas pelo que vivemos, pelo que nos contam, pelo que pensamos que aconteceu. Os desenhos são feitos pelo que selecionamos, pelas manipulações que fazemos, dando mais ênfase a umas coisas em detrimento de outras.

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9 Julho 2020

TIA Boon Sim

Noticing in a Panoramic Sketch

Imagine you are at a rooftop or a mountain tip, very often we like to use our camera or smart phone to capture the panoramic view in front of us. Sometimes we do a quick sketch to capture the essence of the view in a very short time. Nothing beats doing a panoramic sketch on the spot and putting your spontaneous reactions down on the paper at that moment.

Over the years, in the process of doing panoramic sketches, I have learnt that it is not the technique nor the media that make a panoramic sketch effective, but rather the sharpened observational skills and the refined art of seeing. I prefer to put it this way, it is the art of noticing the big picture and the minute details, and composing them coherently, effortlessly and artistically within a short time span.

Seeing is a direct behaviour while noticing is to do with the cognitive mind.

By noticing the important segments, noticing the details and select the relevant objects, we capture the mood at that moment of noticing.

Noticing the light and shadow over the cityscape, noticing the sun direction, noticing the high and low of the cityscapes, noticing the changing colours by the passing clouds, noticing the green lungs in the city, noticing the hard surfaces turn jelly in the sun.

If you are lucky, you will notice the eagles circulating in the air and yacht speeding beneath them in the waters. That’s what I
notice when I sketch in the comfort of a hotel room at Marina Bay Sands, Singapore before our national “Circuit Breaker” was
imposed to flush out individuals in the community with Covid 19 but asymptomatic. Let’s sketch and continue to practise noticing.

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